Petrobras avança na Foz do Amazonas com nova licença do Ibama
Órgão ambiental autorizou a perfuração de três novos poços contingentes no bloco localizado na costa do Amapá.
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A exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira avança para uma fase mais ampla após uma nova liberação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. O Ibama retificou a Licença de Operação e permitiu que a Petrobras prossiga com um plano que contempla quatro perfurações na costa do Amapá. A medida consolida a continuidade das atividades na região após a confirmação de descoberta de petróleo no bloco FZA-M-59.
Com a alteração na licença, a companhia estatal ganhou o aval para perfurar três novos poços contingentes, batizados de Manga, Crotalus e Morpho Extensão. Além dessas novas frentes, a autorização abrange a conclusão dos trabalhos no poço Morpho, cujas operações já estavam em andamento. Dessa forma, a petroleira substitui o modelo anterior de perfuração única por um cronograma mais robusto na bacia sedimentar.
A expansão das atividades na Margem Equatorial representa um teste para a capacidade produtiva futura do país fora das tradicionais bacias do Sudeste. O setor produtivo e analistas econômicos acompanham o processo de perto devido ao impacto potencial na arrecadação de tributos, na geração de empregos qualificados e na segurança energética de longo prazo. A exploração de novas fronteiras petrolíferas é vista por defensores da livre iniciativa como um passo essencial para evitar a queda na produção nacional.
Por outro lado, o avanço na Foz do Amazonas historicamente enfrenta contestações de órgãos ambientais e de grupos que apontam riscos ecológicos para a costa norte. A concessão das licenças exige cumprimento de exigências rigorosas de segurança e planos de contingência para evitar acidentes em alto-mar. A discussão opõe a urgência de novas receitas econômicas e autossuficiência energética aos cuidados com a preservação ambiental na região.
O próximo passo operacional da estatal consiste no detalhamento do planejamento logístico e técnico para a execução das obras previstas ao longo do cronograma. A companhia deve intensificar o monitoramento e a mobilização de sondas e embarcações para cumprir as etapas estipuladas no bloco FZA-M-59.
Com informações de G1 (Globo).
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