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Economia· 04 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Verde aponta repressão financeira e controle de juros nos EUA

Gestora comandada por Luis Stuhlberger aponta indícios de intervenção nos juros americanos e reforça alocação em ativos de proteção como ouro.

Por Rafael Barcelar· Editor
Verde aponta repressão financeira e controle de juros nos EUA

A gestora Verde Asset Management, liderada pelo gestor Luis Stuhlberger, identificou o que considera o primeiro sinal de repressão financeira nos Estados Unidos. A avaliação consta na carta mensal enviada aos cotistas, na qual a casa aponta indícios de controle artificial dos juros por parte das autoridades americanas. Para a gestora, esse movimento tende a favorecer a alocação de recursos em ativos de proteção, como o ouro.

A repressão financeira ocorre quando governos adotam medidas para manter os juros reais em patamares baixos ou negativos, facilitando o pagamento de dívidas soberanas, mas transferindo o custo para os investidores e para a poupança privada. No cenário traçado pela Verde, a interferência na dinâmica natural de mercado dos títulos públicos americanos acende um alerta sobre a preservação de capital.

Diante desse ambiente de maior intervencionismo estatal na economia americana, a gestora manteve a cautela em suas posições e destacou a presença do ouro na carteira para o mês. A estratégia busca blindar o patrimônio dos fundos contra eventuais distorções provocadas pela política monetária e fiscal nos mercados globais.

Impacto nos investimentos globais

A leitura da Verde reforça o debate sobre o custo fiscal do endividamento dos países desenvolvidos e os reflexos na inflação de longo prazo. A intervenção nos rendimentos dos títulos públicos afeta diretamente a precificação de ativos em todo o mundo, pressionando investidores institucionais e gestores a buscarem alternativas reais de valor.

Na prática, a alocação em metais preciosos e ativos tangíveis ganha espaço nas carteiras profissionais como um seguro contra a perda de poder de compra das principais moedas fiduciárias, num momento em que a responsabilidade fiscal e a autonomia dos mercados são testadas.

Com informações de InfoMoney.

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