PF investiga imóveis de Cláudio Castro em contratos de R$ 350 milhões
A Polícia Federal apura se propriedades de luxo serviram como vantagem indevida em troca de favores com o governo estadual.
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A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Sem Refino para investigar a suspeita de que imóveis utilizados pelo ex-governador Cláudio Castro tenham funcionado como pagamento de vantagem indevida. A apuração mira contratos que somam R$ 350 milhões firmados com a Refit e empresas ligadas ao esquema.
O foco central da investigação recai sobre uma casa de luxo localizada em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O imóvel está registrado formalmente em nome de uma sócia do empresário Luiz Fernando Gomes, que comanda a Engeprat Engenharia e Serviços.
A Engeprat é uma das companhias que mantiveram vínculos contratuais com a administração estadual durante o período analisado pelos investigadores. Os federais buscam estabelecer o nexo causal entre a cessão de uso dos bens de alto padrão e a facilitação de negócios com o poder público.
A operação busca documentar o fluxo financeiro e patrimonial para identificar se houve enriquecimento ilícito e corrupção sistêmica na gestão dos recursos públicos. A utilização de terceiros e laranjas para ocultar a verdadeira propriedade de bens é uma das linhas centrais verificadas pela equipe policial.
Contratos públicos volumosos exigem rigor fiscal e transparência absoluta para evitar o desvio de finalidade na aplicação dos impostos pagos pelos cidadãos. A fiscalização sobre a relação entre agentes públicos e fornecedores do Estado é determinante para assegurar a probidade administrativa.
As diligências continuam em andamento com a análise de documentos apreendidos e o depoimento de suspeitos envolvidos no esquema. Os desdobramentos judiciais definirão o envio das conclusões ao Ministério Público para a eventual propositura de ações penais.
Com informações de G1 (Globo).
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