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Política· 20 de junho de 2026· 2 min de leitura

União Estável: Companheira tem direito a bens mesmo sem casamento?

A Justiça tem equiparado a união estável ao casamento em muitos aspectos, garantindo direitos patrimoniais à companheira.

Redação Giro BR
União Estável: Companheira tem direito a bens mesmo sem casamento?

A relação de convivência por anos, mesmo sem o vínculo formal do casamento, pode garantir à companheira o direito a metade dos bens adquiridos durante a união. A decisão judicial sobre o tema considera a configuração de uma união estável, que, em muitos aspectos, é equiparada ao casamento.

Para que a união estável seja reconhecida, é necessário comprovar a convivência pública, contínua e duradoura, com o objetivo de constituir família. A ausência de certidão de casamento não impede a caracterização dessa modalidade de relacionamento.

A meação, direito que a companheira pode ter sobre os bens, refere-se à divisão igualitária do patrimônio construído durante a relação. Isso vale para bens adquiridos onerosamente, ou seja, aqueles comprados com o fruto do trabalho de ambos ou de um deles.

No entanto, a legislação e a jurisprudência consideram diversos fatores para determinar os direitos patrimoniais. A existência de um contrato de convivência, por exemplo, pode estabelecer regras específicas sobre a partilha de bens.

Caso não haja um acordo formal, a regra geral é a comunhão parcial de bens, onde cada um tem direito a 50% do que foi conquistado durante a união. Bens que cada um possuía antes do início da relação ou que foram recebidos por doação ou herança, em regra, não entram na partilha.

A análise do caso concreto é fundamental. Fatores como a contribuição financeira de cada um para a aquisição dos bens, a existência de filhos e o tempo de duração da relação podem influenciar a decisão judicial.

Para garantir segurança jurídica, é recomendável que casais em união estável formalizem seu relacionamento por meio de escritura pública ou contrato particular, definindo aspectos patrimoniais e outras questões relevantes.

Assim, a ausência do casamento formal não impede que a companheira tenha direito a uma parte significativa do patrimônio construído conjuntamente, dependendo das particularidades da relação e da legislação vigente.

Com informações de O Antagonista.

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