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Geral· 20 de agosto de 2026· 1 min de leitura

69% dos brasileiros temem comprar remédio falsificado na internet

Pesquisa aponta que a falta de segurança e a procedência duvidosa são barreiras para o comércio eletrônico de medicamentos.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 22 de agosto de 2026
69% dos brasileiros temem comprar remédio falsificado na internet

O crescimento do comércio eletrônico esbarra na desconfiança do consumidor quando o assunto é a aquisição de produtos farmacêuticos. Um levantamento recente revela que 69% dos consumidores têm receio de adquirir medicamentos falsificados ao comprar pela internet. A preocupação central gira em torno da segurança e da procedência dos itens comercializados em ambientes virtuais.

A pesquisa demonstra que a garantia de autenticidade figura entre as principais barreiras para a expansão desse mercado no meio digital. Para o consumidor, a distância entre a tela do computador e o estabelecimento físico gera dúvidas sobre o armazenamento e a origem real dos compostos químicos que chegam à residência.

Diante dos riscos associados à falsificação de remédios, a responsabilização das plataformas de venda online ganha apoio expressivo entre os entrevistados. O estudo aponta que 85% dos participantes defendem que os marketplaces devem ser responsabilizados juridicamente caso comercializem produtos irregulares ou falsificados.

Essa cobrança por maior rigor das empresas de tecnologia reflete a busca por um ambiente de negócios mais seguro e previsível para quem consome. A exigência de fiscalização e de mecanismos de controle mais rígidos nas plataformas recoloca em debate os limites da responsabilidade civil das empresas de tecnologia sobre os anúncios publicados por terceiros.

Na prática, o cenário impõe um desafio duplo para o setor regulatório e para o ecossistema de comércio eletrônico. As empresas precisarão investir em curadoria e compliance para barrar fraudes, enquanto o consumidor continua arcando com o ônus de redobrar a cautela antes de concluir qualquer transação na rede.

Com informações de VEJA.

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