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Política· 22 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Lula promete revolução energética para atrair data centers

Governo federal aposta em fontes renováveis e cobra avanço de projeto de lei travado no Senado para impulsionar setor tecnológico.

Por Rafael Barcelar· Editor
Lula promete revolução energética para atrair data centers

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país vai promover uma ampla transformação no setor energético para conseguir sediar grandes centros de dados. A declaração ocorreu durante discurso em que o Executivo federal buscou posicionar o mercado nacional como destino competitivo para investimentos em infraestrutura digital, apostando no potencial de geração limpa.

Durante o pronunciamento, o chefe do Executivo citou explicitamente a energia eólica, a solar e o hidrogênio verde como pilares dessa estratégia econômica. A promessa de fornecimento abundante e renovável busca atrair companhias globais de tecnologia que demandam enorme volume de eletricidade para a operação contínua de suas estruturas de processamento e armazenamento de dados.

O entrave legislativo no Congresso

Apesar do discurso voltado para a atração de capital produtivo, o governo cobrou publicamente a aprovação do projeto de lei conhecido como Redata. A proposta está parada no Senado Federal desde fevereiro, o que gera apreensão entre investidores que aguardam marcos regulatórios mais claros e seguros para alocar recursos bilionários no país.

Impacto para o setor produtivo

Especialistas em infraestrutura apontam que a lentidão na tramitação de marcos legais prejudica a competitividade brasileira frente a outros mercados emergentes. Sem regras previsíveis para a tributação e o funcionamento dessas instalações, o setor privado hesita em assumir os riscos de longo prazo associados a projetos de alta intensidade de capital.

A estratégia oficial tenta alinhar a expansão da oferta de energia com a demanda da indústria tecnológica, mas enfrenta o desafio de destravar a burocracia legislativa. Na prática, a viabilização desses investimentos depende de um ambiente de negócios favorável que reduza a carga tributária e ofereça previsibilidade jurídica para empresas e fundos internacionais.

Com informações de Poder360.

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