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Economia· 17 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Brasil vai abrigar a primeira fábrica mundial de pele de tilápia

Unidade fabril instalada no Ceará tem aporte inicial de R$ 52 milhões e capacidade para processar até 12 mil unidades por dia.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 20 de agosto de 2026
Brasil vai abrigar a primeira fábrica mundial de pele de tilápia

O Ceará foi o local escolhido para sediar a primeira fábrica do mundo dedicada ao processamento de pele de tilápia para uso médico, com foco no tratamento de queimaduras. O projeto conta com um investimento inicial de R$ 52 milhões para estruturar a linha de produção e garantir o atendimento a hospitais e centros de saúde.

A nova unidade industrial terá capacidade operacional para processar até 12 mil peles diariamente. O material passa por um rigoroso processo de esterilização e desinfecção antes de ser aplicado nos pacientes, eliminando riscos de contaminação e garantindo a segurança sanitária do procedimento cirúrgico.

A utilização da pele de tilápia como curativo biológico representa um avanço expressivo para a medicina regenerativa no país. O subproduto da piscicultura, que antes era descartado pela indústria de alimentos, ganha nova utilidade com alto valor agregado e baixo custo operacional para o sistema de saúde.

Especialistas apontam que a pele do peixe possui alta concentração de colágeno do tipo um e resistência mecânica superior à de outros curativos convencionais. A aplicação reduz o tempo de cicatrização, diminui a perda de líquidos e controla a dor de pacientes com lesões graves na pele.

A iniciativa fortalece o setor produtivo nacional ao transformar um resíduo da cadeia de pesca em insumo farmacêutico de ponta. A nova fábrica consolida o Brasil como referência internacional na pesquisa e aplicação clínica desse tipo de tecnologia médica inovadora.

Com a inauguração da planta industrial, o fornecimento do material para hospitais públicos e privados deixará de depender de centros de pesquisa acadêmica em escala reduzida. A produção em larga escala garante previsibilidade de estoque e barateia o tratamento de grandes queimados no território nacional.

A operação comercial da fábrica deve começar após a conclusão das obras e a obtenção das licenças regulatórias necessárias para produtos de uso médico e hospitalar.

Com informações de InfoMoney.

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