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Geral· 13 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Criminosos usam nome do Unicef em golpe de Pix para financiar facção

Falsas causas humanitárias foram criadas por criminosos para desviar doações destinadas a projetos sociais e financiar o crime organizado.

Por Rafael Barcelar· Editor
Criminosos usam nome do Unicef em golpe de Pix para financiar facção

Criminosos utilizaram o nome e a credibilidade do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para aplicar golpes financeiros em doadores de diversos estados brasileiros. A fraude consistia na criação de campanhas humanitárias fictícias que utilizavam chaves Pix próprias para arrecadar recursos que, em vez de ajudarem crianças e famílias em situação de vulnerabilidade, eram direcionados para o financiamento de organizações criminosas. A investigação aponta que a operação criminosa montada pelos golpistas contava com estruturas sofisticadas de divulgação digital, simulando páginas oficiais e apelos emocionais para atrair as vítimas.

O uso de marcas de entidades de alta respeitabilidade internacional demonstra a evolução das táticas de estelionato digital no país. Ao se passarem por instituições de assistência humanitária, os criminosos reduziam a desconfiança do cidadão comum, que realizava as transferências via Pix acreditando estar contribuindo para causas sociais legítimas. A investigação conduzida pelas autoridades policiais mapeou ramificações da quadrilha em diferentes unidades da federação, evidenciando a escala nacional do esquema.

Especialistas em segurança cibernética e financeira apontam que fraudes desse tipo corroem a confiança pública em doações e prejudicam diretamente as organizações sérias que dependem da solidariedade da população para manter projetos ativos. O dano causado vai além do prejuízo financeiro imediato das vítimas, atingindo a reputação de entidades beneficentes que precisam redobrar os alertas sobre seus canais oficiais de arrecadação.

A fiscalização sobre chaves Pix utilizadas em contas de fachada e laranjas tem sido um dos principais desafios para interromper o fluxo financeiro dessas organizações. Bancos e órgãos de controle vêm aprimorando mecanismos de monitoramento para identificar transações atípicas, mas a rapidez com que os criminosos abrem e movimentam contas exige cautela redobrada do consumidor antes de efetuar qualquer doação.

Para evitar cair em fraudes semelhantes, órgãos de segurança recomendam que doadores verifiquem sempre os endereços oficiais dos sites das instituições, utilizem apenas os canais de atendimento validados e desconfiem de campanhas que circulam exclusivamente por redes sociais ou aplicativos de mensagens com pedidos urgentes de Pix. A verificação prévia da chave de pagamento e a preferência por transferências diretas para contas conhecidas da entidade garantem que o recurso chegue ao destino correto.

Com informações de Metrópoles.

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