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Política· 15 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Letalidade policial sobe 3,9% enquanto maus-tratos dobram no Brasil

Dados divulgados pela Unicef apontam avanço na violência policial e queda geral nas mortes de menores de idade no país.

Por Rafael Barcelar· Editor
Letalidade policial sobe 3,9% enquanto maus-tratos dobram no Brasil

A letalidade policial no Brasil apresentou alta de 3,9% e os registros de maus-tratos contra menores duplicaram, conforme levantamento divulgado pela Unicef. A entidade aponta que, apesar da redução geral nos índices de mortalidade infantil por outras causas, a violência estatal e os abusos domésticos continuam pressionando as estatísticas de segurança pública e direitos humanos.

A pesquisa detalha que o avanço nos casos de maus-tratos exige uma resposta rápida do poder público, com direcionamento de verbas específicas para a proteção social. A infância e a adolescência têm sofrido os impactos diretos da falta de estrutura em municípios e estados para prevenir a violência antes que ela chegue aos níveis letais.

Diante do cenário, a Unicef cobrou dos gestores públicos a inclusão de orçamentos sólidos voltados para a infância durante o período eleitoral. Para a entidade, a alocação de recursos financeiros e a transparência na aplicação dos gastos públicos são premissas básicas para garantir a integridade dos menores.

A cobrança por maior responsabilidade fiscal e administrativa na área social ganha relevância diante da incapacidade de as redes de proteção atuais frearem os abusos. O aumento de custos humanos e sociais recai sobre a sociedade, que arca com a deterioração da segurança pública e o enfraquecimento das famílias.

Especialistas apontam que a eficiência no combate à criminalidade precisa caminhar junto com o respeito à vida e a aplicação rigorosa da lei, sem margem para desvios de conduta por parte dos agentes do Estado. O desafio para a próxima gestão municipal e federal será equilibrar a ordem pública com a salvaguarda de direitos fundamentais.

Na prática, a cobrança da Unicef se traduz na exigência de que prefeitos e vereadores priorizem o tema nas peças orçamentárias e nos planos de governo, destinando verbas mensuráveis para conselhos tutelares, abrigos e programas de prevenção à violência doméstica.

Com informações de Poder360.

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