Defensoria pede interdição de lixão após cinco dias de incêndio no Amazonas
Órgão acionou a Justiça para fechar depósito irregular em Iranduba, onde chamas persistem e afetam moradores.
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A Defensoria Pública do Estado do Amazonas ingressou com uma ação civil pública na Justiça para exigir a interdição e o encerramento definitivo do lixão municipal de Iranduba, situado na Região Metropolitana de Manaus. A medida ocorre em meio a um incêndio de grandes proporções que atinge o local desde a última quinta-feira e se estende por cinco dias até esta terça-feira.
O depósito de resíduos fica localizado no Ramal do Creuza, na altura do quilômetro 6 do município. O fogo contínuo agravou os riscos ambientais e sanitários que a população local enfrenta há anos, motivando a atuação urgente do órgão de proteção jurídica para conter os danos.
A atuação da Defensoria se baseia em um histórico de denúncias recorrentes sobre a falta de controle na destinação do lixo e a ausência de infraestrutura adequada na área. O desrespeito às normas ambientais básicas coloca em risco os moradores do entorno e exige uma resposta estatal firme.
Especialistas em gestão urbana apontam que a manutenção de lixões a céu aberto representa um passivo fiscal e de saúde pública severo para os municípios, que muitas vezes negligenciam a transição para aterros sanitários regulamentados devido a restrições orçamentárias.
Com a continuidade dos focos de fumaça e fogo, a cobrança por uma solução definitiva recai sobre a administração local, que terá de prestar esclarecimentos judiciais sobre a inércia na gestão dos resíduos sólidos e na prevenção de acidentes ambientais.
O próximo passo agora depende da decisão do Poder Judiciário sobre o pedido de interdição, medida que pode obrigar a prefeitura a buscar alternativas emergenciais para a coleta e o destino do lixo produzido na cidade.
Com informações de G1 (Globo).
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