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Economia· 22 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Donos da JBS compram Avibras e entram no setor de defesa do país

Holding da família Batista adquire a totalidade das ações da fabricante de material bélico por meio da Globe Investimentos.

Por Rafael Barcelar· Editor
Donos da JBS compram Avibras e entram no setor de defesa do país

Os empresários Joesley e Wesley Batista fecharam a compra de cem por cento da Avibras, tradicional fabricante brasileira de artigos para o setor de defesa. A operação foi realizada por meio da Globe Investimentos, veículo financeiro utilizado pelo grupo J&F em transações estratégicas fora do ramo de alimentos. O negócio marca a entrada dos irmãos em um segmento industrial considerado estratégico para a soberania nacional e para a base industrial de segurança.

A transação foi oficialmente comunicada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, órgão federal responsável por analisar a concentração de mercado em aquisições corporativas. O valor financeiro envolvido na compra não foi tornado público pelas partes envolvidas até o momento. A efetivação completa do negócio agora depende exclusivamente do aval regulatório das autoridades antitruste brasileiras.

Desafios operacionais e recuperação

A Avibras enfrenta um histórico recente de dificuldades financeiras e processos de recuperação judicial, o que impactou a produção de equipamentos militares e a situação trabalhista dos funcionários. A entrada de um grupo com grande capacidade de alavancagem financeira e gestão corporativa agressiva representa uma possibilidade de reestruturação para a companhia, que historicamente fornece armamentos e veículos blindados para as Forças Armadas.

A movimentação econômica reforça a estratégia recente da holding dos irmãos Batista de diversificar investimentos para além do setor frigorífico, onde lideram mercados globais com a JBS. Nos últimos anos, o grupo expandiu sua atuação para áreas como energia, celulose, saneamento básico e serviços financeiros. Com a aquisição da Avibras, o capital privado passa a deter o controle de uma das empresas mais relevantes da indústria bélica nacional.

O desenrolar do processo no Cade vai ditar o ritmo da transação nos próximos meses, definindo se o negócio será aprovado sem restrições ou se exigirá remédios concorrenciais. Para o setor produtivo, a chegada de novos controladores com forte capacidade de investimento pode destravar contratos paralisados e garantir a retomada de entregas estratégicas para o Ministério da Defesa e mercados internacionais.

Com informações de Money Times.

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