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Economia· 09 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Financiamento imobiliário: SAC ou Price e o custo que ninguém soma

A diferença entre os dois sistemas de amortização não está no nome, está em quanto você paga de juro do começo ao fim do contrato.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 10 de agosto de 2026
Financiamento imobiliário: SAC ou Price e o custo que ninguém soma

Na hora de assinar um financiamento imobiliário, a decisão que mais mexe no bolso ao longo de décadas não é a cor da planta, é o sistema de amortização. A maioria dos contratos oferece dois caminhos, o SAC e a Tabela Price, e a diferença entre eles decide quanto de juro você vai pagar do primeiro ao último mês.

No SAC, a sigla do sistema de amortização constante, você abate sempre a mesma fatia da dívida a cada mês. Como o saldo devedor cai de forma constante, o juro sobre esse saldo também cai, e a parcela começa mais alta e vai diminuindo com o tempo. O custo total de juros tende a ser menor, mas a prestação inicial pesa mais no orçamento.

O que muda na Tabela Price

Na Tabela Price a parcela é fixa do começo ao fim. Ela começa menor que a do SAC, o que facilita a aprovação e cabe melhor no bolso no primeiro momento. O detalhe é que, nos primeiros anos, boa parte de cada parcela é juro e uma fatia pequena abate a dívida. Por isso o saldo devedor cai devagar no início e o custo total de juros costuma ser maior que no SAC.

A escolha, então, é um jogo entre fôlego hoje e economia no total. Quem tem folga para pagar parcela inicial mais alta e quer reduzir o juro total costuma se dar melhor no SAC. Quem precisa da menor parcela possível para caber no orçamento encontra na Price um alívio inicial, pagando por isso no longo prazo.

O juro que vem por cima da escolha

Há um fator que pesa tanto quanto o sistema: a taxa de juros contratada. Ela não é fixa no vácuo, acompanha o custo do dinheiro na economia, que por sua vez segue a taxa Selic. Em ciclo de juro alto, todo financiamento fica mais caro, independentemente de ser SAC ou Price. Vale entender como a Selic afeta seu financiamento e seu cartão antes de fechar o contrato.

Dois cuidados fecham a decisão. O primeiro é comparar o Custo Efetivo Total, o CET, entre bancos, porque ele reúne juro, seguro e tarifa num único número comparável. O segundo é considerar a amortização extraordinária: usar recurso extra para abater o saldo devedor, quando possível, reduz o juro futuro e encurta o contrato, e faz diferença maior justamente no início, quando o saldo é alto.

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