Gestão de Eduardo Leite no RS divide eleitores, aponta Paraná Pesquisas
Levantamento mostra margem apertada entre aprovação e desaprovação do governo gaúcho a meses das próximas eleições estaduais.

A administração do governador Eduardo Leite no Rio Grande do Sul registra divisão quase igual entre os eleitores, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira, 21, pelo instituto Paraná Pesquisas. Os dados mostram que 49,2% da população aprovam a gestão atual, enquanto 47,8% rejeitam a forma como o Estado vem sendo governado. Outros 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder aos pesquisadores.
O trabalho de campo ouviu 1,5 mil pessoas distribuídas por 67 municípios gaúchos entre os dias 18 e 20 de agosto de 2026. A margem de erro estimada para o total da amostra é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança estabelecido em 95%. Os índices refletem o humor do eleitorado em um momento de avaliação dos rumos da economia regional e da entrega de serviços públicos.
A proximidade numérica entre os dois extremos da opinião pública evidencia um cenário de instabilidade política para o Palácio Piratini. Governos estaduais que enfrentam forte polarização na avaliação popular costumam encontrar maior resistência para aprovar reformas estruturais e medidas de ajuste fiscal na Assembleia Legislativa. A cobrança por austeridade nos gastos públicos e a manutenção de um ambiente favorável ao setor produtivo local entram diretamente na balança de cobrança dos contribuintes.
Para o setor empresarial e para os defensores da responsabilidade fiscal, a estabilidade na condução das contas públicas do Rio Grande do Sul segue como um ponto central de atenção após os sucessivos desafios enfrentados pelo Estado nos últimos anos. A reação dos cidadãos expressa na pesquisa dialoga com o custo de vida e a eficiência da máquina pública na prestação de entregas essenciais.
Com a divulgação destes números, o Executivo estadual ganha um termômetro sobre a eficácia de suas políticas recentes junto à sociedade gaúcha. A margem reduzida entre quem aprova e quem desaprova impõe cautela e maior foco na execução orçamentária até o encerramento do atual mandato.
Com informações de Revista Oeste.
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