Giro BRNewsletter
Economia· 11 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Justiça dos EUA mantém milhares de ações contra Meta e TikTok por vício

Tribunal federal rejeitou recurso de gigantes de tecnologia e permitiu o avanço de processos movidos por usuários jovens.

Por Rafael Barcelar· Editor
Justiça dos EUA mantém milhares de ações contra Meta e TikTok por vício

Um tribunal federal de recursos dos Estados Unidos autorizou o prosseguimento de milhares de ações judiciais que apontam plataformas digitais como causadoras de dependência química e comportamental em crianças e adolescentes. A decisão atinge diretamente grandes nomes do setor, como a Meta, o Google da Alphabet, o TikTok da ByteDance e o Snapchat. Os processos acumulam acusações de que os algoritmos e as interfaces foram desenhados de forma intencional para reter a atenção do público jovem por períodos prolongados, gerando quadros de vício.

As empresas de tecnologia tentavam barrar o avanço das denúncias nas cortes americanas, argumentando que estariam protegidas por imunidades legais sobre o conteúdo publicado por terceiros. Com a recusa do tribunal em acatar o recurso das companhias, o caminho fica aberto para a fase de instrução processual, onde provas sobre o funcionamento interno dos algoritmos deverão vir à tona.

O avanço dessas disputas judiciais coloca em xeque o modelo de negócios baseado no engajamento máximo e na coleta intensiva de dados de menores de idade. Analistas apontam que a responsabilização civil das corporações por danos à saúde mental pode resultar em indenizações bilionárias e forçar uma reformulação profunda nas políticas de design de produtos digitais.

Organizações de defesa da infância e famílias que lideram as demandas jurídicas comemoram a decisão como um passo essencial para responsabilizar o setor corporativo pelas consequências sociais de suas plataformas. A discussão ganha força em meio a crescentes alertas de médicos e especialistas em saúde mental sobre os impactos negativos do uso excessivo de redes sociais.

Na prática, o processo agora avança para as próximas etapas de coleta de depoimentos e documentos internos das gigantes tecnológicas. As empresas precisarão enfrentar um escrutínio severo sobre o conhecimento que possuíam a respeito do potencial adictivo de seus aplicativos antes de o caso chegar a julgamentos finais por júri popular.

Com informações de Folha de SP - Mercado.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro BR:WhatsApp

Leia também

Mais lidas

  1. 1Líderes evangélicos brasileiros cumprem missão oficial em Israel a convite do governo israelense
  2. 2Senado aprova inclusão obrigatória de educação política em escolas
  3. 3Deputada aciona PGR contra ato político com Milei e vídeo de inteligência artificial
  4. 4Presidente da Câmara do Paraguai critica Lula por declaração sobre guerra
  5. 5BH sanciona lei de desobstrução de calçadas e vias públicas

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias do Brasil que importam, uma vez por semana. Sem spam.