Kassab aponta divisão entre bolsonarismo e petismo em acordo
Dirigente partidário afirmou que não havia espaço para entendimento político com o União Brasil e o PP.
O presidente do PSD afirmou que as negociações com o União Brasil e com o PP não avançaram porque as legendas já possuem compromissos firmados com os blocos liderados pelo bolsonarismo e pelo petismo. A declaração contextualiza os recentes movimentos na articulação política nacional e a dificuldade de composição de forças fora da polarização tradicional.
Segundo o dirigente, a atuação dessas siglas em âmbitos legislativos e eleitorais demonstra uma preferência clara por manter alinhamentos consolidados com os polos opostos da política brasileira. Para o PSD, o cenário atual impede a construção de pontes que exijam neutralidade ou uma terceira via consistente.
A estratégia do PSD tem sido buscar espaço próprio no tabuleiro eleitoral, avaliando custos e benefícios de alianças que possam diluir a identidade da legenda. Contudo, a forte gravitação exercida pelo governo federal e pela oposição parlamentar limita a margem de manobra para arranjos independentes.
Especialistas em contas públicas apontam que a dependência de emendas e de espaço na máquina administrativa reforça a fidelidade dos partidos médios aos dois grandes blocos. Essa dinâmica dificulta a consolidação de alternativas que defendam maior rigor fiscal sem o aval das principais correntes do Congresso.
O impacto dessa divisão recai diretamente sobre a governabilidade e a previsibilidade das pautas econômicas, pois as reformas estruturantes dependem de maioria ampla. Sem um centro coeso, a negociação de pautas de interesse do setor produtivo continua refém de barganhas parciais.
Nos próximos meses, o partido pretende reavaliar sua estratégia de palcos estaduais para definir palanques viáveis. A definição dos palanques locais servirá de termômetro para medir o tamanho da influência das polarizações nacionais sobre as bases eleitorais.
Com informações de Poder360.
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