Meirelles cobra controle fiscal mais rígido de próximo governo
Ex-ministro da Fazenda classifica a redução do teto de despesas para 1,5% como insuficiente para conter o avanço dos gastos públicos.

O ex-ministro da Fazenda declarou que o próximo governo precisará adotar políticas mais rigorosas para o controle das contas públicas. Segundo ele, a proposta de limitar o crescimento porcentual das despesas a 1,5% ao ano dentro do arcabouço fiscal, em substituição ao patamar atual de 2,5%, ainda fica aquém do necessário para garantir a estabilidade fiscal do país.
A discussão sobre os limites de gastos públicos ganha relevância diante da necessidade de equilibrar o orçamento e conter a expansão da dívida. A responsabilidade fiscal é apontada por analistas e agentes econômicos como condição básica para manter a inflação sob controle e preservar o poder de compra da população.
O peso do gasto público
A expansão descontrolada das despesas do governo costuma resultar em maior pressão sobre a inflação e taxas de juros mais elevadas. Para o setor produtivo e para o contribuinte, a rigidez no orçamento significa menos espaço para o aumento de tributos e maior previsibilidade na economia.
A cobrança por medidas mais drásticas reforça o debate sobre a sustentabilidade das regras vigentes. O cumprimento de metas fiscais sólidas reduz o risco-país e atrai investimentos produtivos essenciais para a geração de empregos.
Na prática, a condução das próximas políticas econômicas definirá o ritmo de crescimento e a capacidade do Estado de honrar seus compromissos sem comprometer o bolso do cidadão.
Com informações de InfoMoney.
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