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Política· 17 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Marabraz pede recuperação judicial em São Paulo com dívida de R$ 140 milhões

Rede varejista acumula passivo milionário e busca reestruturação financeira na Justiça, mas garante que unidades físicas continuam em funcionamento.

Por Rafael Barcelar· Editor
Marabraz pede recuperação judicial em São Paulo com dívida de R$ 140 milhões

A rede de móveis e eletrodomésticos Marabraz protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. O processo envolve um passivo estimado em R$ 140 milhões e abrange cinco empresas ligadas ao grupo varejista, que enfrenta dificuldades para honrar compromissos financeiros diante do atual cenário econômico e do alto custo de crédito.

A petição inicial foi apresentada aos tribunais paulistas para tentar blindar o caixa da companhia e evitar o bloqueio de bens, permitindo a continuidade das operações comerciais. A gestão da empresa argumenta que a medida é necessária para atravessar o momento de retração no consumo de bens duráveis e renegociar as obrigações com credores e fornecedores.

O setor varejista brasileiro tem sofrido com margens apertadas, taxas de juros elevadas e restrições no capital de giro, fatores que pressionam o fluxo de caixa de empresas tradicionais. A alta carga tributária e o encarecimento do endividamento bancário também pesam sobre o desempenho financeiro de companhias voltadas para o consumo de massa.

Apesar do processo de recuperação judicial, a direção da varejista informou que todas as lojas físicas da rede vão continuar com as portas abertas para o atendimento ao público. A manutenção do atendimento é vista como essencial para garantir a entrada de receita e viabilizar o plano de pagamento que será apresentado aos credores nos próximos meses.

A preservação dos postos de trabalho foi colocada como prioridade pela administração durante as negociações judiciais. A empresa emprega centenas de trabalhadores diretamente em suas unidades e na rede de logística, cuja estabilidade depende diretamente da aprovação do plano de reestruturação pelos credores.

Com o deferimento provisório do pedido pela Justiça, a Marabraz terá um prazo legal para apresentar uma proposta detalhada de equacionamento das dívidas. Os credores se reunirão posteriormente para votar a aceitação ou rejeição dos termos apresentados, definindo o rumo financeiro da marca no mercado nacional.

Com informações de Poder360.

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