Segurança pública firme não é autoritarismo, é proteger quem trabalha
Opinião: colocar a lei do lado da vítima, e não do criminoso, é o mínimo que um Estado deve à população que respeita as regras.
Segurança pública deixou de ser tema de especialista para virar aflição diária de quem pega um ônibus, abre o comércio de manhã ou volta para casa à noite. E há uma verdade simples que o debate às vezes esquece: sem ordem, todos os outros direitos ficam no papel. De nada adianta a Constituição garantir liberdades se o cidadão não pode exercê-las sem medo na própria rua.
Colocar a lei do lado da vítima é o mínimo que um Estado deve a quem respeita as regras. Quando o sistema parece mais preocupado com o conforto de quem viola a lei do que com a reparação de quem foi lesado, ele inverte o seu propósito. A firmeza contra o crime não é vingança; é a condição para que a maioria que trabalha e cumpre a lei possa viver em paz.
Apoiar a polícia dentro da lei
Defender a atuação firme das forças de segurança, dentro da lei, não é assinar cheque em branco para abuso. É reconhecer que o policial que enfrenta o crime todo dia precisa de respaldo, de equipamento e de uma legislação que não o trate como suspeito por fazer o seu trabalho. Um país que desmoraliza quem o protege colhe o resultado nas estatísticas de violência.
Endurecer contra o crime organizado, cortar o seu financiamento e garantir que a pena seja real são medidas de proteção ao cidadão comum, não ameaças a ele. Quem nunca planeja assaltar ninguém não tem o que temer de uma lei mais dura contra assalto. A dureza recai sobre quem escolhe o crime, e é exatamente aí que ela deve recair.
A inversão que precisa acabar
Chamar de autoritarismo toda política firme de segurança é uma inversão perigosa. Autoritarismo é o Estado abusar do cidadão que cumpre a lei. Fazer a lei valer contra quem a viola é o oposto disso: é o Estado cumprindo a sua função mais básica. Confundir as duas coisas serve a quem lucra com a desordem, não a quem sofre com ela.
O cidadão que acorda cedo, paga seus impostos e cria os filhos com esforço tem o direito de cobrar do poder público a ordem que permite essa vida. Segurança não é pauta de um lado ou de outro; é a base sobre a qual tudo o mais se constrói. E defender essa base com firmeza é servir a quem trabalha.
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