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Geral· 10 de agosto de 2026· 1 min de leitura

STF bloqueia R$ 100 milhões após aplicação de instituto de Maceió no Master

Decisão do ministro André Mendonça atende pedido da Polícia Federal e atinge recursos do Iprev de Maceió aplicados em Letras Financeiras.

Por Rafael Barcelar· Editor
STF bloqueia R$ 100 milhões após aplicação de instituto de Maceió no Master

O Supremo Tribunal Federal autorizou a realização de mandados de busca e apreensão e decretou o bloqueio de quase R$ 100 milhões relacionados a investimentos feitos pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió no antigo Banco Master. A medida foi assinada pelo ministro André Mendonça no sábado e atende parcialmente a uma representação apresentada pela Polícia Federal.

A investigação aponta que uma consultoria contratada pelo Iprev atuou de maneira direta para favorecer a instituição financeira. Segundo os investigadores, a empresa influenciou análises técnicas e direcionou a escolha de ativos classificados como de alto risco para viabilizar os aportes milionários com o dinheiro dos servidores municipais.

O foco da apuração recai sobre duas operações específicas realizadas pelo órgão previdenciário de Maceió. A primeira transação, no valor de R$ 80 milhões, ocorreu em dezembro de 2023. A segunda operação, de R$ 17 milhões, foi efetivada em maio de 2024, totalizando a quantia que agora é alvo de bloqueio judicial.

A aplicação de recursos de institutos de previdência municipal em ativos de risco com assessoria suspeita impõe perdas potenciais severas ao erário e ameaça a sustentabilidade das aposentadorias do funcionalismo. A gestão responsável de fundos públicos exige rigor técnico e blindagem contra pressões de mercado que comprometam a segurança financeira dos contribuintes.

Com o avanço das diligências autorizadas pela Corte, a Polícia Federal busca destrinchar a rede de influências e o fluxo financeiro entre a consultoria e os operadores do banco. Os próximos passos da investigação devem esclarecer a extensão do prejuízo e definir eventuais responsabilidades criminais e civis dos envolvidos no negócio.

Com informações de Metrópoles.

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