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Economia· 17 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Tesouro Direto registra queda nas taxas com IBC-Br fraco e real forte

As taxas dos títulos públicos no Tesouro Direto recuaram em meio à divulgação de dados econômicos abaixo das expectativas e à valorização da moeda nacional.

Por Rafael Barcelar· Editor
Tesouro Direto registra queda nas taxas com IBC-Br fraco e real forte

As taxas dos títulos oferecidos pelo Tesouro Direto registraram queda nesta sessão, influenciadas diretamente pelo comportamento da economia nacional e pelo cenário cambial. O movimento ocorreu após a divulgação de um indicador oficial de atividade econômica que veio abaixo das projeções do mercado financeiro.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, conhecido como IBC-Br, apresentou resultado fraco no mês de junho. Analistas apontam que a desaceleração na atividade doméstica costuma abrir espaço para reavaliações sobre os próximos passos da política monetária e da taxa básica de juros.

Paralelamente, o câmbio operou com o real mais forte frente ao dólar, o que ajudou a aliviar pressões inflacionárias de curto prazo e repercutiu diretamente na precificação dos ativos de renda fixa negociados na piattaforma governamental.

No cenário externo, no entanto, os títulos de longo prazo do governo norte-americano, os Treasuries de trinta anos, atingiram o maior patamar desde o ano de 2007. Esse movimento internacional costuma impor cautela aos mercados emergentes, mas a força momentânea da moeda brasileira prevaleu na precificação local.

Para o investidor pessoa física, a oscilação nas taxas do Tesouro Direto altera o valor de marcação a mercado dos papéis já comprados. Quem opta por carregar o título até o vencimento continua recebendo a rentabilidade contratada no momento da aplicação, independentemente das variações diárias.

O comportamento da curva de juros reflete o delicado equilíbrio entre a prudência fiscal necessária para conter o endividamento público e a reação dos mercados aos indicadores de atividade. O controle rigoroso das contas públicas permanece como o principal amortecedor para garantir estabilidade duradoura aos investidores locais.

Com informações de InfoMoney.

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