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Política· 18 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Bactéria modificada extrai magnésio de rochas e capta gás carbônico

Microrganismo desenvolvido em laboratório acelera dissolução de minerais para acelerar a produção de baterias e a redução de carbono.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 20 de agosto de 2026
Bactéria modificada extrai magnésio de rochas e capta gás carbônico

Pesquisadores da Universidade Cornell desenvolveram uma bactéria geneticamente modificada capaz de recuperar metais essenciais para a fabricação de baterias e, ao mesmo tempo, auxiliar na captura de gás carbônico da atmosfera. O avanço tecnológico utiliza um processo biológico para acelerar a extração de matérias-primas de rochas abundantes na natureza.

Nos testes realizados em laboratório, o microrganismo conseguiu dissolver rochas ricas em magnésio com alta eficiência. A bactéria liberou até setenta e cinco por cento do magnésio presente na olivina em apenas quinze dias de operação, segundo os dados divulgados pelos cientistas.

O processo químico natural que ocorre com a olivina normalmente exige muito tempo ou condições industriais complexas para a obtenção do metal. A intervenção com o organismo modificado reduz a barreira temporal e operacional para a obtenção de insumos industriais.

Além de liberar o magnésio para o setor produtivo, a reação química estimulada pela bactéria favorece a retenção definitiva do gás carbônico. O mineral dissolvido interage com o carbono disponível, transformando o poluente gasoso em um material sólido seguro.

A captura mineral de carbono é vista por especialistas como uma alternativa viável para mitigar emissões industriais de longa escala. A conversão de CO2 em rocha impede que o elemento retorne para a atmosfera terrestre.

A descoberta abre perspectivas para o fornecimento de minerais voltados à transição energética sem depender exclusivamente da mineração tradicional. O uso de biotecnologia reduz o impacto ambiental na fase de extração e diminui custos logísticos.

As próximas etapas da pesquisa envolvem a ampliação da escala dos testes para verificar a viabilidade econômica do processo em ambiente industrial. O avanço do projeto depende de parcerias com o setor privado para viabilizar reatores de grande porte.

Com informações de O Antagonista.

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