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Geral· 20 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Motta viaja com Lula ao Rio Grande do Norte em meio a debate sobre taxas

Aproximação entre o Planalto e o comando da Câmara ocorre enquanto o governo enfrenta desgaste com a tributação de compras internacionais.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 22 de agosto de 2026
Motta viaja com Lula ao Rio Grande do Norte em meio a debate sobre taxas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja ao Rio Grande do Norte acompanhado pelo deputado federal Hugo Motta, num momento em que o Palácio do Planalto busca estreitar relações com a cúpula do Congresso Nacional. A movimentação política ocorre às vésperas de um período eleitoral decisivo e tem como objetivo destravar pautas de interesse do governo no Legislativo.

A agenda compartilhada evidencia a tentativa do Executivo de construir pontes mais firmes com os parlamentares, garantindo governabilidade e apoio para votações econômicas e administrativas cruciais. A gestão federal tenta assegurar estabilidade na base de apoio para evitar derrotas em pautas fiscais.

Enquanto ocorre essa aproximação institucional, a administração federal lida com o desgaste político decorrente da manutenção da chamada taxa das blusinhas. A cobrança de imposto federal sobre compras de pequeno valor em plataformas internacionais gerou forte reação negativa entre consumidores e setores produtivos que defendem menor carga tributária.

A imposição de tributos sobre o consumo tem sido alvo de críticas recorrentes de defensores da livre iniciativa e de entidades empresariais, que apontam o impacto negativo sobre o poder de compra da população e a competitividade do mercado. A medida é vista por críticos como um obstáculo desnecessário para o contribuinte.

Para o governo, a articulação com líderes partidários no Congresso é o caminho para mitigar resistências a essa e a outras medidas arrecadatórias. A presença de Hugo Motta na comitiva presidencial reforça o diálogo direto entre a presidência da Câmara e o Palácio do Planalto.

Nos próximos dias, a repercussão dessa aliança política deve se refletir na pauta de votações de Brasília, onde o custo fiscal das propostas e a reação da opinião pública sobre novos impostos continuarão no centro das negociações entre o Executivo e os parlamentares.

Com informações de Metrópoles.

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