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Saúde· 14 de agosto de 2026· 2 min de leitura

SAMU: como funciona e quando ligar 192 em vez de ir ao pronto-socorro

O 192 é para urgência e emergência com risco à vida, quando mover a pessoa por conta própria pode ser perigoso; casos mais leves vão direto à UBS ou ao pronto-socorro.

Por Rafael Barcelar· Editor
SAMU: como funciona e quando ligar 192 em vez de ir ao pronto-socorro

O SAMU existe para levar socorro até quem não pode esperar ou não pode se locomover com segurança. O número é o 192, gratuito e disponível 24 horas. O problema é que muita gente liga por qualquer dor e, ao mesmo tempo, deixa de ligar em situações que realmente exigem a ambulância. Saber a diferença agiliza o atendimento de quem está em risco.

O que é o SAMU O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é o serviço público que presta socorro de emergência fora do hospital, no local onde a pessoa está. Faz parte do SUS e cobre casos de urgência e emergência, aqueles em que há risco à vida ou risco de sequela grave se o atendimento demorar.

Quando ligar 192 Ligue para o 192 diante de sinais graves e súbitos. Alguns exemplos: dor forte no peito, sinais de AVC (boca torta, fala enrolada, fraqueza ou perda de força de um lado do corpo), falta de ar intensa, desmaio, convulsão, hemorragia que não para, queimadura grave, afogamento, choque elétrico, acidente com vítima presa ou incapaz de se mover, e trabalho de parto com complicação. A regra prática: se mover a pessoa por conta própria pode piorar o quadro, chame o SAMU.

Quando não ligar Nem toda dor é emergência. Febre sem sinais de gravidade, resfriado, dor leve, renovação de receita, curativo simples e sintomas antigos não são caso de 192. Para isso, procure a UBS (posto de saúde) ou, se precisar de atendimento imediato de menor gravidade, a UPA ou o pronto-socorro. Ligar sem necessidade ocupa a linha e a ambulância que fariam falta para outra pessoa.

O que acontece quando você liga A ligação cai numa central de regulação, onde um profissional de saúde faz perguntas para entender a situação. Com base nas respostas, ele decide a melhor resposta: pode enviar uma ambulância básica, enviar uma ambulância com equipe avançada, ou orientar o que fazer sem despachar viatura. Essa triagem não é burocracia, é o que garante o recurso certo para cada caso.

Como agilizar o atendimento Tenha à mão o endereço completo e pontos de referência. Diga o que aconteceu, quantas vítimas há, a idade aproximada e o estado da pessoa (se está consciente, se respira, se sangra). Informe um telefone para contato. Não desligue antes de o atendente orientar e siga as instruções à risca, porque elas podem sustentar a vítima até a ambulância chegar.

Enquanto espera, mantenha a calma, não ofereça comida nem água a quem passou mal e não movimente vítima de acidente sem orientação. Se possível, deixe alguém aguardando em local visível para indicar o caminho da ambulância.

Vale lembrar que trote no 192 é crime e tira do ar a linha de quem precisa. Em caso de incêndio, resgate ou acidente, o Corpo de Bombeiros (193) também atende. As orientações oficiais sobre o serviço estão em gov.br/saude.

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